sábado, 20 de setembro de 2014

O preço do perdão



Missionária Kelem Gaspar

"Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se! Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!"--Tertuliano

Como perdoar ?

Só quem nunca precisou perdoar pode achar que perdoar é simples, fácil, rápido e indolor. Quem já precisou perdoar um erro grave, cometido muitas vezes por alguem próximo, sabe que o perdão muitas vezes é difícil e sofrido.

- Irmã Kelem me confidenciou uma mulher cabisbaixa e deprimida,faz quase cinco anos que meu esposo me feriu gravemente com palavras cruéis e terríveis, ele já pediu desculpas, mas eu simplesmente não consigo olhar para ele sem lembrar do que aconteceu, eu não fui mais a mesma desde aquele dia, eu não consigo perdoá-lo.

- Kelem, você não está entendendo – me confidenciou uma jovem em prantos, ele abusou de mim, meu pai é um monstro e eu o odeio, tive que fugir de minha própria casa, minha vida foi um vale de lágrimas, de relacinamentos fracassados e noites sem fim....- Fui traído e simplesmente não posso perdoar, olhar para ele é reviver cada segundo da terrível descoberta – Desabafou o um marido desesperado. Não, não é fácil. Que o diga a esposa agredida, o filho injustiçado, o sócio roubado, o marido traído, a mãe desprezada...

E agora, não se pode fazer o tempo voltar atrás. A alma já está dilacerada pela dor. O que fazer? Como continuar vivendo? Tenho visto dezenas de pessoas apenas existindo, vítimas eternas de traumas passados, alimentadores de lembranças cruéis. A mídia incentiva a vingança, o pagar na mesma moeda, a jamais esquecer. Os amigos e a família, mesmo crentes, estimulam a reação e a negação do perdão: - Você é um tolo! Se fosse comigo, a coisa toda ia ser bem diferente... - Você não tem sangue nas veias, é por isso que todo mundo faz o que quer com você. - Não seja bobo, reaja. Mas há outra opção. Existe outro caminho. Você pode escolher: Escravidão ou liberdade, Amargura ou alegria, Cinzas ou glória. Cicatrizes não doem.

Deus pode cicatrizar tua ferida. Se você quiser. Não é algo que Ele possa fazer sozinho. Tua vontade é fundamental nesse processo. Você quer ser livre? Deus não garante que você irá esquecer, mas Ele garante sarar teu coração. Ele pode fazer o sangue parar de jorrar. Fazer o passado ficar no passado. Você não precisa ser escravo do que aconteceu. Mas tomar essa decisão não é tão simples, agir de acordo com ela não é fácil, mas posso te garantir que vale tremendamente a pena.

Você sabia que existem pessoas que alimentam traumas noite e dia? Que passam todo o tempo livre revivendo a situação? E não perdem uma oportunidade de contar o caso e espalhar ao seu redor um manto de tristeza e auto-piedade. Se quiser ser livre, abra mão desse comportamento. Escolha não lembrar, não reviva a situação, não permita que essas lembranças cruéis tomem conta de sua mente, lembrar é sofrer outra vez, é tornar a dor mais profunda, é ficar mais longe do perdão. Simplesmente escolha não lembrar, não pensar no que aconteceu. Posso te garantir, por experiência própria, funciona. Agindo assim, enfraquece-se o monstro da mágoa. Ele precisa se alimentar para continuar vivo.



Quando a lembrança vier, cante uma canção, leia um livro, telefone para um amigo, ore, medite sobre a história de algum personagem bíblico. Ocupe sua mente com verdades libertadoras. Não permita que sua mente tenha vales tenebrosos, lugares obscuros de ressentimento e ódio. Lugares onde seu Cristo não pode entrar. Leia atentamente: FILIPENSES cap. 4•8 "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." •II CORÍNTIOS cap. 10.5 "derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo;" JÓ cap. 12•5 "No pensamento de quem está seguro há desprezo para a desgraça; ela está preparada para aquele cujos pés resvalam.

" O ensinamento de Cristo sobre o perdão é: Perdoe sempre, não se vingue jamais, retribua o mal com o bem, se lhe odiarem, ame ainda mais. Se lhe maltratarem, seja gentil. Se lhe amaldiçoarem, abençoe. Se lhe roubarem, dê além. Leia pausadamente os seguintes versículos de Mateus 5:38 "Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;40 e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;41 e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.42 Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.43 Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;45 para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.46 Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo?47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?48 Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial." Esse texto não fala explicitamente sobre o perdão, mas nos ensina a sermos pessoas que não agem de acordo com as circunstâncias. Esse texto nos ensina a não entregarmos as rédeas da nossa vida ás nossas emoções. Nos ensina a viver por padrões elevados.

Parece difícil, e é, se dependermos de nossa própria força. Mas se escolhermos viver em Cristo, se permitimos que Ele viva em nós... Ele quer amar com o nosso coração, viver através de nossa vida, reagir através de nós. Havia um costume judeu que as pessoas deveriam perdoar sete vezes, a oitava vez não teria perdão. Pedro se aproximou de Jesus e perguntou: “Quantas vezes devo perdoar o irmão que peca contra mim? Sete vezes?” Ele queria saber até quanto poderia suportar antes de se vingar ou desistir do relacionamento. Jesus respondeu: “Não, você não deve perdoar sete vezes, mas setenta vezes sete.” Não há limites para o perdão. Perdoe sempre. Perdoe de verdade. Não finja esquecer. Não guarde a informação para usá-la depois. Não volte a comentar sobre o erro. Alguém pode afirmar: É impossível que eu esqueça a agressão que eu sofri, é impossível esquecer a palavra destruidora que dilacerou meu coração, é impossível esquecer o abuso, a calúnia, é impossível esquecer o pecado terrível cometido contra mim...

Jesus sabe que não dá pra esquecer, não dá pra apagar da memória, mas você não precisa ser escravo dessa lembrança, você pode ser livre, você não precisa chorar sempre que lembrar ou falar sobre o assunto. A escolha é sua. Escolha a liberdade que só o perdão pode oferecer. Rejeite a escravidão que é resultante da falta de perdão. Você pode sarar. Embora pareça difícil, é Jesus quem garante que você pode. Quem não perdoa é infeliz, amargurado e está condenado a uma vida de sofrimento e doenças. O que muita gente não percebe é que o perdão faz bem! Que é um bálsamo não só para o devedor mas principalmente ao perdoador.

Quanto antes você perdoar, melhor será para a sua vida espiritual, emocional e física. Deixar de perdoar é o equivalente a cometer suicídio emocional. O perdão apaga a dívida. O perdão não é uma opção. É um mandamento! É uma condição para quem deseja morar no céu. Lá, não entrarão corações amargurados, cheios de ira e de rancor, presos a lembranças do passado, amarrados a episódios que jamais poderão ser mudados. Escute, não importa quem errou, de quem é a culpa, como poderia ser diferente... você não perdoa porque o outro merece o perdão, o seu perdão é uma oferta a Deus. A sua maneira de demonstrar gratidão por tudo que você já recebeu do Senhor.

Leia com atenção essa experiência:

"Em 1974, voltando da escola para casa no último dia antes das férias de Natal, eu pensava animadamente sobre o feriado vindouro, como só os meninos de dez anos conseguem sonhar. A algumas portas de distância de minha casa. em Coral Gables, Flórida, um homem se aproximou de mim e perguntou se eu poderia ajudá-lo com a decoração de uma festa que ele estava dando para meu pai. Achando que era amigo de meu pai, concordei em ir com ele.

O que eu não sabia era que este homem tinha ressentimentos contra a minha família. Trabalhara como enfermeiro para um parente idoso, mas fora despedido por causa da bebida. Após eu ter concordado em acompanhá-lo, ele dirigiu seu trailer até uma área isolada ao norte de Miami, onde parou no acostamento da estrada e me golpeou várias vezes no peito com um furador de gelo. Então dirigiu para oeste, até Florida Everglades, levou-me até o meio dos arbustos, deu um tiro em minha cabeça e me deixou lá para morrer.

Felizmente a bala havia passado por trás de meus olhos e saído pela minha têmpora esquerda sem causar nenhum dano cerebral. Quando recobrei a consciência, seis dias depois, não tinha noção de que havia sido atingido por um tiro. Fiquei sentado no acostamento e fui encontrado por um homem que parou para me ajudar. Duas semanas depois descrevi a pessoa que me atacara para o desenhista da polícia e meu tio reconheceu o retrato resultante como o homem que me atacara. Meu agressor foi preso, junto com outros suspeitos. Entretanto, o trauma e o estresse haviam cobrado seu preço e não pude identificá-lo.

Infelizmente a polícia não conseguiu recolher nenhuma prova física que o ligasse ao crime. Portanto, ele nunca foi acusado. O ataque me deixou cego do olho esquerdo, mas não causou nenhum outro dano e, com o amor e o apoio de minha família e amigos, voltei para a escola e dei continuidade à minha vida. Durante os três anos seguintes, vivi com uma extrema ansiedade. A maioria das noites eu acordava assustado, imaginando que havia escutado alguém entrando pela porta dos fundos e acabava dormindo no pé da cama de meus pais. Então, quando eu estava com treze anos, tudo isso mudou. Uma noite, durante um estudo da Bíblia com o grupo jovem da igreja, percebi que a providência e o amor de Deus, tendo miraculosamente me mantido vivo, eram a base para a segurança de minha vida.

Em Suas mãos eu podia viver sem medo ou rancor. E então eu o fiz. Terminei os estudos, recebendo o diploma de mestrado em Divindade. Casei-me com minha maravilhosa esposa, Leslie. Temos duas filhinhas maravilhosas, Amanda e Melodee. Em setembro de 1996, o major Charles Scherer, do Departamento de Polícia de Coral Gables, que trabalhara na investigação original de meu caso, telefonou-me para me contar que o agressor, hoje com setenta e sete anos de idade, finalmente confessara. Cego por causa do glaucoma, com a saúde abalada, sem família ou amigos, ele estava em um asilo no norte de Miami Beach. Fui visitá-lo. A primeira vez em que fui visitá-lo ele se desculpou pelo que havia feito a mim e eu lhe disse que o havia perdoado.

Visitei-o muitas vezes depois disso, apresentando-o à minha esposa e filhas, oferecendo-lhe esperança e uma certa sensação de família nos dias anteriores à sua morte. Ele sempre ficava feliz quando eu aparecia. Acredito que nossa amizade tenha diminuído sua solidão e era um grande alívio para ele, após vinte e dois anos de arrependimento. Sei que o mundo pode me ver como a vítima de uma horrível tragédia, mas eu me considero a "vítima" de muitos milagres. O fato de eu estar vivo e não ter nenhuma deficiência mental desafia as probabilidades.

Tenho uma esposa amorosa e uma família linda. Recebi tantas dádivas quanto qualquer outra pessoa - e amplas oportunidades. Fui abençoado de várias maneiras. E enquanto muitas pessoas não conseguem entender como pude perdoá-lo, do meu ponto de vista eu não poderia deixar de fazê-lo. Se eu tivesse escolhido odiá-lo todos esses anos, ou passar a vida procurando vingança, então eu não seria o homem que sou hoje - o homem que minha mulher e filhas amam."

(Chris Carrier, entregue por Katy McNamara)

Você entendeu ? O perdão é como uma tocha, que quando levantamos para outro, ilumina nosso próprio caminho. Quando for perdoar alguém, não imponha condições para o perdão. Não faça nenhum tipo de ameaça. Não seja frio. Perdoar é como semear em um campo e depois descobrir que o campo semeado é seu. Quem ganha é você. Nós não perdoamos porque o outro merece o perdão, perdoamos porque Cristo vive em nós e somos gratos pela fonte ilimitada de perdão que nos sacia diariamente. Como negar a alguém, o que recebemos de graça e abundantemente? Vamos fazer assim, se você for incapaz de ferir alguém, sempre pronto a fazer o melhor por todos, nunca falhar, se você nunca precisa de perdão porque nunca erra, nunca se equivoca, então jogue esse livreto em um canto, ele não foi escrito para você. Mas, se você tem consciência de que também é um devedor, eu estou orando para que o Espírito Santo mude drasticamente a sua visão sobre o perdão que agrada a Deus. Como Deus nos perdoou, devemos perdoar.... "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores" Mateus 6.12

Como é o perdão de Deus?

• O perdão de Deus é completo, Ele perdoa todos os erros, perdoa sem reservas. (Sl 103.3).

• Deus não deixa o perdão para depois, Ele perdoa na hora. O Perdão de Deus é imediato, não tardio. (Sl 86.5).

• Deus perdoa com alegria, Ele tem prazer em perdoar, fica feliz quando lhe pedimos perdão (Mq 7.18).

• O Perdão de Deus sempre é definitivo, nunca guarda rancor e jamais usa a informação posteriormente.( Is 1.18)

É assim que você perdoa? Lembre-se, a medida que você usa será usada para medir você. Deus não é mentiroso, da mesma maneira que você perdoa, você será perdoado.

Pense nisso

• Quem não sabe desculpar os outros ainda não se conhece a si próprio. Marquês de Maricá.

• A pessoa que sabe que é susceptível à queda estará mais pronta a perdoar as ofensas de seus semelhantes. Alexander Auld.

• Todo homem deve Ter um cemitério de tamanho justo onde possa enterrar as falhas de seus amigos. H W Beecher.

• Todos dizem que perdoar é uma idéia agradável até terem algo para perdoar. C S Lewis.

• Aqueles que dizem que perdoam mas não podem esquecer, simplesmente enterram a machadinha, deixando o cabo de fora para usá-la da próxima vez. D L Moody.

• Se você tem algo a perdoar, perdoe rapidamente. Perdão tardio é muito pouco melhor do que ausência de perdão. A W Pinero.


Evangelho do dia 20/09/2014

Evangelho (Lc 8,4-15): Naquele tempo, ajuntou-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam até Jesus. Ele, então, contou uma parábola: «O semeador saiu a semear. Ao semear, uma parte da semente caiu à beira do caminho e foi pisada; e os pássaros do céu a comeram. Outra parte caiu sobre as pedras; brotou, mas secou, por falta de umidade. Outra parte caiu entre os espinhos e, crescendo ao mesmo tempo, os espinhos a sufocaram. Ainda outra parte caiu em terra boa; brotou e deu frutos, até cem por um». Depois de dizer isso, ele exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!».

Seus discípulos faziam perguntas sobre o sentido da parábola. Jesus, então, lhes disse: «A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Aos outros, porém, só por meio de parábolas, de modo que, olhando, não enxergam e ouvindo, não entendem.

»A parábola quer dizer o seguinte: a semente é a Palavra de Deus. Os que caem à beira do caminho são os que escutam, mas logo vem o Diabo e arranca a palavra do seu coração, para que não acreditem e não se salvem. Os que ficam sobre as pedras são os que ouvem e acolhem a palavra com alegria, mas não têm raízes. Por um momento, acreditam, mas quando chega a tentação, desistem. Aquilo que caiu entre os espinhos são os que escutam, mas vivendo em meio às preocupações, as riquezas e os prazeres da vida, são sufocados e não chegam a amadurecer. O que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra e dão fruto pela perseverança».



Fonte:Evangeli.net

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Evangelho do dia 19/09/2014

Mulheres acompanham Jesus. - Lc 8,1-3

Depois disso, Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os Doze iam com ele, e também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças: Maria, chamada Madalena, de quem saíram sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e muitas outras mulheres, que os ajudavam com seus bens.


Seguimos Deus

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Qual a minha identidade em Cristo?

 

            Eu sou o que os homens dizem que eu sou, ou o que o Senhor Jesus diz quem eu sou? Devemos conhecer a nós mesmos e saber quem somos sob a luz da palavra de Deus. Na verdade, somos muito mais do que imaginamos ser. Isso porque não sabemos, não acreditamos, não cremos ou estamos presos ao nosso passado, presos àquilo que éramos.
            Muitos vivem suas vidas de forma inconstante: em um momento, cheios de fé; no outro, cheios de incredulidade. Por quê? Porque não sabem quem são, não tem clareza de sua entidade.
            Se você é nascido de novo, experimentou o amor e a grandeza de Deus em sua vida, então, não vale mais apena viver da mesma forma medíocre de antes. A bíblia diz: “E assim, se alguém está em cristo, é nova criatura. As coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co5.17). Se não tivermos consciência de que somos, viveremos sempre fora do padrão que Deus estabeleceu para a nossa vida. Viveremos muito aquém de quem poderíamos ser.
            Jesus lhe fez para ser águia; mas, durante muito tempo, você viveu no meio das galinhas. Você não conhecia a Jesus e viveu no meio de gente pequena. Por isso, não sabia a grandeza e o propósito Dele para a sua vida. Quando se converteu, você recebeu o espírito santo e Ele te fez como águia, mas continua ciscando porque sua mente é de galinha. Mas, quais são os elementos que lhe definem como pessoa e como ser humano?
            Em nosso documento de identidade vem descrito quem é o nosso pai e nossa mãe. E essa filiação afeta a sua vida completamente.
            A bíblia nos ensina que se nasceu de Deus somos filhos de Deus, portanto Ele é o nosso Pai, e nos dá tudo o que precisamos. Por sermos dessa família, querendo ou não, somos mais que vencedores.  Se olharmos para o nosso pai biológico, veremos o quanto somos parecidos com ele. Da mesma forma, nos parecemos com Deus porque somos filhos dEle. Essa é a nossa genética espiritual divina. Ora, filho de Deus anda de cabeça erguida, encontra portas abertas, tem autoridade para entrar e sair, para fechar e abrir.
            A nossa nacionalidade determina quem nós somos. Quem nasce no Brasil e brasileiro. E quem nasce de Deus, de onde é? A bíblia diz que éramos nascido nas trevas e, por isso, vivíamos como seres das trevas, oprimido, cabisbaixo, medroso, inseguro (Cl 1.13). Mas a bíblia também diz que nós morremos e renascemos no reino da luz. Nós não somos apenas brasileiros. Somos também cidadãos do céu. Temos duas pátrias agora, a terrena e a espiritual. Estamos aqui de passagem, porque vamos morar no céu. A bíblia fala que somos peregrinos (1Pe 2.11). Nós somos embaixadores do céu (2Co 5.20). Somos os representantes legais de lá, estamos sujeitos àquelas leis e o nosso suprimento vem de lá. Por isso que temos que pensar coisas grandes, porque tudo é possível para nós porque o nosso pai que é Deus é um Deus de impossíveis.
            Você descobriu que és filho de Deus, descobriu que tem uma nacionalidade que é o céu, isso significa que temos também um novo nome. Deus muda o nome de todos os que nascem de novo, porque se tornam outras pessoas. Deus mudou o nome de Abrão para Abraão que significa pai de multidão. Mudou o nome de Jacó que significa “enganador” para Israel que significa “príncipe de Deus”. Mudou o nome de Simeão que significa “cana frágil” para Pedro que, por usa vez significa Pedra, rocha.
            Quando você teve o seu encontro com Jesus, talvez seu nome fosse safado, masturbador, mentiroso, prostituto, vagabundo, medroso. Mas Jesus disse: “agora você nasceu de novo, é filho de outro pai, de outro reino, então tem que receber outro nome”. Jesus olhou pra você e disse: Não será mais prostituta(o) agora o seu nome é santa(o). Você era mentiroso agora se chamaras verdadeiro. Você era desprezado agora o seu nome é príncipe e princesa. Espiritualmente você já recebeu o novo nome. A biblia diz que esse nome está escrito em uma pedrinha branca no céu.
            Alem de seu nome, as pessoas também são chamadas pelo nome da profissão. O medico, o pintor, o engenheiro, etc. A sua profissão determina quem é você. Portanto a bíblia diz que somos reis e sacerdote é isso que somos (Ap 1.6).
            A partir de hoje, saiba que a sua identidade está ligada ao seu nome, á sua família, ao lugar onde você nasceu e a sua profissão. Somos do céu, filhos de Deus carregam o Seu nome, o poder do espírito santo e, como “profissão”, somos reis e sacerdotes. Isso deve influenciar a nossa maneira de agir, vestir, falar, sentir. Devemos estar posicionados. Davi se posicionou, ele acreditou que era rei e Saul não.
            Quando as pessoas começam a se enxergar à luz da palavra, confessando aquilo que é dito a respeito delas, o propósito de Deus vão sendo revelados diante de seus olhos.


Fonte: A minha identidade em Cristo – Pr Naor Pedroza

Jó e o propósito da provação


"Depois disso respondeu o Senhor a Jó..." Jó 38:1



Wilma Rejane


Jó era um homem gentil , rico e de muitos amigos.  Um personagem real que viveu no período patriarcal, tendo sido citado pelo profeta Ezequiel  (Ez 14:14) e apóstolo Tiago (Tg 5:11).  Acredita-se que ele era descendente de Naor, irmão de Abraão e que conhecia bem as promessas de Deus para seu povo, visto que, sempre se referia a Deus como El Shaday; forma hebraica para “ Todo Poderoso”.  Esse modo de relacionar-se com Deus, indica reverência e dependência, Jó era testemunha do favor de El Shaday, a quem se mantinha fiel.


“Eis que temos por felizes os que perseveram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de tenra misericórdia e compassivo” Tg 5:11

A história de Jó é rica em poesia,  uma demonstração de que é possível manter beleza em meio as mais terríveis assolações. Como pode um homem tão machucado pela vida manter viva a esperança de restauração? Jó não é um opróbrio, um monumento a miséria, tão pouco é sinônimo de pobreza, mas de um homem que sofre e ainda assim mantêm a fé. Ele é representação sublime e impactante de crueldade e beleza, de opostos que permanecem como incógnitas pontuando vida e morte. Em Jó, nos cercamos de questionamentos e também de respostas que permeiam os humanos:  Por que sofrem os justos? Qual a origem do mal? 

“ Por que em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água?” Jó 3:24

“ Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão  “. Jó 19:25-27

Em Jó, se faz presente morte e vida, o estado último de “fim de túnel ” e de graciosa redenção. É a bondade de Deus sustentando o que parece desprovido de sustento, nos dizendo que não há acaso, nem vácuo no viver, mas que para tudo e todos existe propósito e através da fé no Redentor, o “impossível” se converte em milagre. E é especialmente sobre os milagres que advém da solidão que quero compartilhar nesse artigo.


Perguntas na multidão

O grande poeta e dramaturgo francês, Victor Hugo, também autor da obra Os Miseráveis, transmitiu em uma frase, o que seria solidão:“Todo inferno está contido nessa única palavra: solidão”. Penso que um público considerável de pessoas concordariam com ele e até o aplaudiriam. Solidão, é algo que incomoda porque o homem se completa, se realiza na convivência social. Solidão, portanto, pode ser sinônimo de fracasso.

Jó, experimentou a amargura da solidão. Ao perder todos os bens e ser privado da presença dos filhos, mortos um a um pela fúria do diabo, ele se viu doente e só, no que desabafou:Meus irmãos houveram-se aleivosamente, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,os quais se turvam com o gelo, e neles se esconde a neve;no tempo do calor vão minguando; e quando o calor vem, desaparecem do seu lugar. Jó 6:15-1. Jó compara seus irmãos a um ribeiro de águas consumidas pelo calor: evaporaram, sumiram.


Você já atravessou situação semelhante?  Deixe-me lhe apresentar um caso que li recentemente. Trata-se do pastor Edward G. Dobson.  Influente e cheio de amigos, dirigiu uma congregação de aproximadamente cinco mil membros, foi conselheiro de presidentes americanos e ícone de milhares de líderes. Hoje, tem por companhia: a solidão. Foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig. Deram-lhe de 3 a 5 anos de vida e desde o diagnóstico, já viveu 11 anos.


“Eu fui de 100 quilômetros por hora a zero de uma hora para outra. Eu sei que soa um pouco sentimental… mas a verdade é que quanto mais eu vivo, menos as respostas eu tenho. As respostas desapareceram com a multidão”

Procuramos respostas na multidão, não é mesmo? Olhamos para os outros e eles nos dizem como estamos. O outro, acaba sendo nosso espelho. Se nos amam, estamos bem, se nos negam, abandonam, estamos mal, muito mal. Essa é uma realidade.


Respostas, na solidão.


Ao lermos o livro de Jó, percebemos claramente que na solidão ele teve a oportunidade de se achegar mais perto de Deus. Era Jó e Deus. Seus companheiros Zofar, Eliú, Elifaz e Abiúde tentaram responder e decifrar as causas do sofrimento, contudo não alcançaram o pensamento de Deus, nem  foram capazes de confortar e intercederem por Jó. Deus sobre essa multidão que cercou Jó em seu leito, falou: “Minha ira se acendeu contra teus amigos porque não falaram de mim o que era justo, ora por eles, para que eu os perdoe” Jó 42: 7,8

O que aprendemos? As respostas que precisamos, não vêm das multidões. Estas, porém nos ensinam, na medida em que convivemos e também  nos afastamos dela. Não estou a dizer que solidão faz bem ou que devemos procurá-la, de modo algum! O que digo é: homem algum é capaz de redimir, resgatar a alma do outro. É claro que nosso próximo pode ser, e muitas vezes é, instrumento de Deus para nos abençoar. Mas nossa força, fé, esperança, e toda expectativa, deve ser voltada para Deus. Ao agirmos assim, estaremos guardando  tesouros na eternidade: “Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” Lc 12:34




Onde estava o tesouro de Jó? Por que ele venceu? Por que resistiu pacientemente? Eis a questão: jó estava firmado em Deus, por isso, não foi vencido pela solidão. Ao contrário: aprendeu com ela, se utilizou dela para crescer, ficar mais íntimo de Deus.

O pastor Edward G. Dobson. De quem falamos anteriormente, disse ter encontrado as respostas que precisava, na solidão: “Eu pensei que se eu soubesse que ia morrer, teria realmente lido a Bíblia e teria realmente orado como se deve. Mas durante anos o oposto era verdade. Eu mal tinha tempo de ler a Bíblia e tinha grande dificuldade de orar. Você fica tão sobrecarregado com outros compromissos que perde a perspectiva correta. Hoje não sou mais um pregador, me considero discípulo de Jesus e ponto final. Aprender um a um é tão importante quanto aprender com a multidão”


Através da vida de Jó, do depoimento do pastor Dobson e do meu próprio testemunho (encontrei a Deus na solidão) quero lhe desafiar a reservar tempo para ficar a sós com Deus. A dialogar com Ele, ler a Palavra, se deleitar com a oração. Deixe a multidão e se entregue ao colo confortável de Jesus. Deus quer nos ouvir, Ele quer nos curar, nos salvar de um mundo onde o pensamento imediatista impera. Peguemos a contra-mão da multidão que corre desesperadamente para agradar o ego. Há conforto na solidão, há respostas.


Se de alguma forma, você se sente só e abandonado, lembre-se: Deus esteve todo o tempo com Jó, Ele não o desamparou nem por um segundo, assim é conosco:  “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”  Mateus 28:20. Encontremos propósito na solidão e não nos deixemos abater por ela.


A Alegria veio pela manhã

“Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, dos que foram chamados segundo o seu propósito” Rm 8:28. Esse é um dos meus versos preferidos.  Na verdade, ele não sai de meus lábios,  porque o firmei no coração. Acredito nessa promessa e mesmo quando as coisas parecem ir de mal a pior, confio na provisão de Deus. Me entristeço e choro, mas (e graças a Deus por esse mas) na oração e na Palavra, recebo conforto e ânimo que não encontro em nenhum outro lugar. Aprendi a não buscar respostas na multidão. Sim, antes de me tornar cristã, o telefone era uma rápida “solução”, alguns minutos de conversa com alguém parecia resolver o sofrer;  mera ilusão. Hoje, mesmo quando pareço em pedaços, tem alguém do outro lado da linha: “Wilma, preciso de uma palavra, você pode orar por mim?”. Deus nos consola, para consolarmos. O segredo? Ele nos molda na solidão.


“O Senhor, pois, virou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu a Jó o dobro do que antes possuía. “ Jó 42:10.

Homens cheio de fé e tementes a Deus encontram respostas na solidão.


Não sei se você já conhece toda história de Jó, ou parte dela, se sim ou se não, quero registar algo que chamou minha atenção. Vimos que Jó em sua miséria, foi abandonado pelos irmãos. No final de tudo, porém se lê:“Então vieram ter com ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa; condoeram-se dele, e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro e um pendente de ouro. “ Jó 42:11

Os irmãos apareceram quando Jó ficou são e rico novamente. Condoeram-se,  o consolaram e  o  presentearam . Isso não deveria ter sido feito quando ele estava na miséria?  Sim. Mas Jó os recebeu e não guardou mágoa ou rancor da família. Pelo contrário: os recebeu com amor. Não abandonou a esposa e prossegui a vida tão ou mais feliz que antes. Lição: é preciso perdoar os que nos deixam na solidão. Eles merecem nossas orações e amor. Isso é necessário para viver feliz.


Em Cristo

Evangelho do dia 11/09/2014

A medida da misericórdia: "olho por olho"? - Lc 6,27-38

“Ora, a vós que me escutais, eu digo: amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam. Falai bem dos que falam mal de vós e orai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. Amai os vossos inimigos, fazei o bem e prestai ajuda sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.”


Seguimos Deus

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Evangelho do dia 08/09/2014

Natividade de Maria - Mt 1,1-16.18-23

Esta é a lista dos antepassados de Jesus Cristo, descendente de Davi, que era descendente de Abraão. Abraão foi pai de Isaque, Isaque foi pai de Jacó, e Jacó foi pai de Judá e dos seus irmãos. Judá foi pai de Peres e de Zera, e a mãe deles foi Tamar. Peres foi pai de Esrom, que foi pai de Arão. Arão foi pai de Aminadabe, que foi pai de Nasom, que foi pai de salmom. salmom foi pai de Boaz, e a mãe de Boaz foi Raabe. Boaz foi pai de Obede, e a mãe de Obede foi Rute. Obede foi pai de Jessé, que foi pai do rei Davi. Davi e a mulher que tinha sido esposa de Urias foram os pais de Salomão. Salomão foi pai de Roboão, que foi pai de Abias, que foi pai de Asa. Asa foi pai de Josafá, que foi pai de Jorão, que foi pai de Uzias. Uzias foi pai de Jotão, que foi pai de Acaz, que foi pai de Ezequias. Ezequias foi pai de Manassés, que foi pai de Amom, que foi pai de Josias. Josias foi pai de Jeconias e dos seus irmãos, no tempo em que os israelitas foram levados como prisioneiros para a Babilônia. Depois que o povo foi levado para a Babilônia, Jeconias foi pai de Salatiel, que foi pai de Zorobabel. Zorobabel foi pai de Abiúde, que foi pai de Eliaquim, que foi pai de Azor. Azor foi pai de Sadoque, que foi pai de Aquim, que foi pai de Eliúde. Eliúde foi pai de Eleazar, que foi pai de Matã, que foi pai de Jacó. Jacó foi pai de José, marido de Maria, e ela foi a mãe de Jesus, chamado Messias. 
O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo. José, com quem Maria ia casar, era um homem que sempre fazia o que era direito. Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber. Enquanto José estava pensando nisso, um anjo do Senhor apareceu a ele num sonho e disse: José, descendente de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois ela está grávida pelo Espírito Santo. Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta: "A virgem ficará grávida e terá um filho que receberá o nome de Emanuel." (Emanuel quer dizer "Deus está conosco.)


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domingo, 7 de setembro de 2014

Evangelho do dia 07/092014

Evangelho (Mt 18,15-20): «Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! Se ele te ouvir, terás ganho o teu irmão.Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, de modo que toda questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 

»Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles».



Seguimos Deus

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Conhecendo os designos de Deus nos relacionamentos



Duncam Morre
Em Sua escolha

Cresci em uma família atéia e foi só quando entrei na faculdade que conheci pessoas cristãs. Elas me pareceram pessoas agradáveis e havia uma qualidade em seus relacionamentos que eu invejava. Ainda que pra mim, parecessem insuportavelmente ingênuos, sua inocência, particularmente na área de moralidade sexual, despertaram minha simpatia. Desde então, meu pensamento mudou radicalmente. Neste artigo quero perguntar se existem razões para levar aquilo que a Bíblia ensina sobre sexo a sério.

Ao contrário do que as pessoas pensam sobre eles, os cristãos não vêem o sexo como uma coisa ruim ou apenas tolerável. Deus criou o sexo e o fez para que fosse bom, muito bom. Sexo não é apenas uma maneira de as pessoas engravidarem, mas também uma intensa, prazerosa e apaixonada manifestação de amor. Deus também designou um contexto para o sexo: o casamento duradouro entre um homem e uma mulher. Já que a atual cultura ocidental abandonou essa idéia, deveriam os cristãos também abandoná-la como irrelevante ou assumir esse princípio como algo atemporal?

Razões práticas para seguir os designos de Deus nos relacionamentos

De um ponto de vista prático, existem inúmeras vantagens para seguir o plano bíblico para o sexo. É um plano que protege você contra doenças sexualmente transmissíveis; o que é uma questão importante para nós e ainda maior em partes do mundo onde a AIDS está devastando comunidades inteiras e também destruindo economias.Também protege pessoas solteiras da gravidez indesejada.



Manter o sexo apenas dentro do casamento é uma forma de evitar as terríveis e dolorosas comparações entre parceiros sexuais. Também nos evita de passar por situações em que um quer o sexo como uma demonstração de amor e intimidade, e o outro apenas para obter um orgasmo.

Um último argumento, é que nossas intenções e desejos sexuais viciam. Já se comparou que nosso desejo sexual tem o motor de uma Ferrari e os freios de uma bicicleta. Se nos empolgarmos e alimentarmos nossos desejos sexuais de forma não sadia, se tornará cada vez mais e mais difícil manter-se fiel dentro de um casamento, com toda a agonia emocional que a infidelidade traz. As estatísticas do número de divórcios refletem as conseqüências dos nossos valores sexuais.

Razões ideológicas

Apenas as razões práticas já seriam suficientes para dar suporte aos ensinamentos bíblicos sobre sexo. Entretanto, existem outras fortes razões para deixar o sexo apenas para o casamento. Deus não criou o sexo apenas para nos trazer orgasmos, mas sim como uma expressão de intimidade física e de amor.

O ato sexual é algo profundamente significativo e, se for mal administrado, seus efeitos podem ser devastadores. Existe uma história maravilhosa sobre um caso jurídico em que um homem processou os fabricantes do seu cortador de grama. O homem acidentou-se ao usar o cortador para aparar uma cerca viva e alegou que nas instruções não havia nada dizendo que o cortador não poderia ser usado para este propósito. De forma semelhante, o sexo tem um propósito, mas por ser algo tão poderoso, pode vir a causar sérios danos se não for usado como mandam as instruções do fabricante.

Para entender a visão da Bíblia a respeito do sexo é preciso entender a diferença entre o amor e a luxúria. O amor valoriza, honra e busca o melhor para seu amado. É focado no outro, não é egoísta, se sacrifica e é inseparável do compromisso. A luxúria, por sua vez, busca usar coisas ou pessoas para suprir seus desejos e necessidades. Concentra-se apenas em si mesma, é de natureza egoísta e não aceita compromissos.

O amor e a luxúria são opostos; estão sempre em conflito um com o outro. A pergunta a ser feita é se nossas relações sexuais são baseadas em luxúria ou em amor: “Eu quero te honrar e te valorizar, entregando-me a você” ou “eu quero usá-lo como instrumento para satisfazer a minha urgência por um orgasmo, usufruindo e usando você”. Se Deus realmente tivesse feito o sexo como expressão de amor, usá-lo para a luxúria seria uma mentira muito prejudicial.

O papel do casamento

O casamento é um mistério profundo. A união de duas pessoas que se transformam em uma. Ele não garante ou impõe o amor, mas, se for levado a sério como um compromisso incondicional e duradouro de fidelidade, certamente vai ajudar a diferenciar amor de luxúria. Assim como o papel de tornassol para testar o nível de presença de ácido, o casamento é um teste para a presença de compromisso. Como sabemos se amamos esse alguém suficientemente para fazermos sexo com ele? A realidade do casamento nos leva à pergunta: estamos pretendendo, ou não, passar o resto da vida comprometidos com essa pessoa?

O casamento também é um ambiente seguro. Somos todos frágeis e falíveis. Então como podemos confiar e nos sentirmos seguros do amor que nosso parceiro tem por nós, diante das nossas fraquezas e falhas? A resposta novamente está no compromisso. Se não há compromisso, então o amor não é verdadeiro e o sexo é reduzido ao orgasmo, que, tecnicamente, não necessita de duas pessoas para ser alcançado.

Conclusão

A luxúria é poderosa e sedutora, é naturalmente egoísta e oposta ao amor. Quando alimentamos e cultivamos a luxúria em nossa vida, somos arrastados inevitavelmente à solidão, insegurança, vazio e isolamento. O que nos resta quando o orgasmo se torna insatisfatório e cansativo, deixando apenas o sentimento de culpa, dor e solidão?

Amor com compromisso com certeza requer muito empenho. São necessários respeito, honra, perdão e sacrifício. Entretanto, esse é o caminho que nos leva para fora de toda solidão, suspeita e desespero que contaminam nossa cultura. Se substituirmos a luxúria pelo amor, acabaremos com uma sensação insignificante que eventualmente perde a graça, e que não satisfaz nada mais que fisicamente.

A intenção de Deus para nós é que estejamos libertos do poder e da escravidão da luxúria e nos tornemos homens e mulheres que amam genuinamente. Todos somos inadequados diante de um Deus que vê o pular de cama em cama e uma mente cheia de pensamentos lascivos como a mesma coisa. Entretanto, ele nos oferece todo o perdão que precisamos para termos um relacionamento íntimo com ele. O amor, que experimentamos em nosso relacionamento com Deus, começa a ser trabalhado em nossos relacionamentos uns com os outros. Nossa escolha é: ou aceitar a oferta de Deus e buscar uma vida de amor através do próprio amor dele ou rejeitar a Deus e continuar por nossa própria conta.


Evangelho do dia 05/09/2014

Vinho novo em odres novos. - Lc 5,33-39

Eles disseram-lhe: “Os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam com frequência e fazem orações, mas os teus discípulos comem e bebem”. Jesus, então, lhes disse: “Podeis obrigar os convidados do casamento a jejuar, enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão.' Jesus contou-lhes ainda uma parábola: 'Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. Vinho novo deve ser colocado em odres novos. E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor.'



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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Evangelho do dia 03/09/2014

A novidade da Palavra - Lc 4,38-44

Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo, com muita febre. Intercederam a Jesus por ela.Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: 'Tu és o Filho de Deus.' Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. De manhã, bem cedo, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, tendo-o encontrado, tentavam impedir que ele as deixasse. Mas ele disse-lhes: “Eu devo anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também a outras cidades, pois é para isso que fui enviado”. E ele ia proclamando pelas sinagogas da Judeia.


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Evangelho do dia 02/09/2014

O Santo de Deus! - Lc 4,31-37

Jesus desceu para Cafarnaum, cidade da Galileia, e lá os ensinava, aos sábados. Eles ficavam maravilhados com os seus ensinamentos, pois sua palavra tinha autoridade. Na sinagoga estava um homem que tinha um espírito impuro, e ele gritou em alta voz: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: o Santo de Deus!” Jesus o repreendeu: “Cala-te, sai dele!” O demônio então lançou o homem no chão e saiu dele, sem lhe fazer mal algum. Todos ficaram espantados e comentavam: “Que palavra é essa? Ele dá ordens aos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. E sua fama se espalhava por todos os lugares da redondeza.


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